Saturday, February 11, 2012

Quando uma flor é não é nada mais que a soma das suas pétalas...

Silenciei o meu espirito para esconder a minha alma, fujo agora a todos sem discriminar. As minhas lágrimas não são a expressão da falta de compreensão, mas da ternura da interpretação.
Somos todos uma voz que não se entende, um solo que não se sente, presos num lugar em que tempo é escrito por outros que nada querem ouvir. Já não existem ilusões, estas morreram depois dos sonhos, que desfaleceram quando a esperança perdeu a sua força.

Agora, hoje, a matemática das palavras será a minha única verdade, o único motivo para que as ideias não sejam valorizadas. O exercício da mente cedes às regras da vida, sangrando através do seu passado. Não aceito que o pensamento seja uma operação cega porque pensa ter uma direcção...


Friday, January 06, 2012

It's an age think I guess....

It approaches, and like wind, runs straight through me,
slightly touching my skin as an unfaithful game of deceive.
It cannot lie to me, but no answer is given also,
Keeps on flowing in, unstoppable and unshakable.

And in that red book of mine, my secrets rest,
It cannot reach it, it doesn't seem to know how.
So my lies are my own, my colors are its tone,
Holding back the truth, Faithfull to none. 


Monday, December 19, 2011

Ventos que nada levaram

Gosto de pensar que ainda sabes a cor do meu olhar, ou o respirar das minhas palavras. Que enquanto aguardas que o elevador te leve à tua secretária, ainda te lembras de como eu nunca nada sabia decidir, pois nada mais era importante, fosse em que tempo se passasse, do que o apenas estar contigo.

Ainda hoje sei, para mim, nada mudou, eu continuo eu, ainda que ausente. A minha alma, essa nunca se transforma, assim como o meu coração, será sempre, o lugar que nunca deixará de te sentir.

Thursday, November 03, 2011

Algo que disse a um amigo...

"Estás velho é, e a única coisa esperas agora é pela morte,
e que ela venha mais cedo que tarde,
porque a vida já cansa..."


O que se passa convosco? Quem pensa que aos 30 já é velho, provavelmente nunca foi é jovem.

Toca a abrir os olhos e a olhar ao espelho... As rugas que temos na cara são das trombas que com que acordamos todos os dias, não das alegrias que nos fizeram sorrir ao longo das nossas vidas.


Wednesday, November 02, 2011

Nada de esquecer, enquanto tudo se transforma...

Longe vão os tempos em que todos os dias os meus sapatos transportavam areia, aqueles fins de tarde em que o sal compunha o perfume do meu corpo. As manhãs em que apenas a temperatura fria do oceano atlântico me despertava...

Tudo o que me ainda faz falta, deixa-me um pouco menos completo.

Eu quero voltar a estar aí...


Friday, July 29, 2011

Since I pushed you away...

If tears never stop burning through my soul,
may it be because I never found you again.

If life brings my sunset tomorrow,
please let me watch it while holding you in my arms...


Thursday, July 07, 2011

What TX means to me...

Aqui estou em Dallas, perdido num calor que mal nos deixa suspirar, entre rituais religiosos que mais parecem um concerto dos Coldplay, refeições que davam para alimentar metade de África, carros com jantes que mais parecem as carroças dos gladiadores.

Escondido entre pessoas que pensam que Portugal fica colado a Marrocos e a sul de Espanha, lembro-me que aqui não é o meu lugar, que a mais bela parte do Texas são os nascer e o por-do-sol completamente desafogados.

Espero voltar um dia ao meu lugar, lugar esse perdido algures que não num lago artificial no meio de Lewisville. Não quero snowcones, água com sabor a café, e casas que parecem feitas de cartão com uma arquitectura inspirada num livro da Barbie.

Lugar, leva-me daqui, deixa-me voltar a respirar o teu ar...

Friday, June 10, 2011

Ray LaMontagne

A voz deste gajo faz-me querer estar apaixonado e a sua alma faz-me querer estar mas é quieto...

"Let it Be"

There comes a time
A time in everyone's life
When nothing seems to go their way
When nothing seems to turn out right
There may come a time
You just can't seem to find your place
For every door you open
Seems like you get two slammed in your face

That's when you need someone
Someone that you can call
When all your faith is gone
It feels like you can't go on
Let it be me
Let it be me
If it's a friend you need
Let it be me
Let it be me

Feels like you always coming up last
Pockets full of nothing
Ain't got no cash
Don't matter where you turn
You ain't got no place to stand
You reach out for something and they slap your hand

I remember all too well
Just how it feels to be all alone
You feel like you'd give anything
For just a little place you can call your own

That's when you need someone
Someone that you can call
When all your faith is gone
It feels like you can't go on

Tuesday, May 03, 2011

Por não saber para onde quero ir, desligo o meu corpo da tua pele. Num instante enquanto a temperatura equilibra o meu espaço, o frio, que respira lá fora, tece dois corpos numa textura de membros.
Enquanto olho para ti uma ultima vez, esqueço-me do porquê do momento anterior, pois algures, num lugar que não encontro, transpiram uns lábios cujo o sabor corresponde não a um tempo,
Mas a um... Que num desejo poderia ser eu.




@late night

Monday, May 02, 2011

Agora até actor... Ou chofer

Tenho saudades de ter um tempinho para escrever o quer que seja sem pensar no que tenho para fazer, enfim.

E para aqueles que vivem em angola, nos proximos meses vão ter a infelicidade de levar com a minha fronha num anuncio de tv...

Alguém me disse à cerca de um ano que a minha cara era foto não sei o quê. Mas vale bem mais lembrar-me de quem o disse, que da palavra em si.

A ver se volto cá brevemente para os meus esporádicos devaneios.



@iPhone

Thursday, January 27, 2011

Check in

Tulipas,ainda me lembro quando comprei umas tulipas em Amsterdão para oferecer em Barcelona. Eu traria umas tulipas na mão e tu uma boina vermelha, iríamos jantar fora, algures na cidade velha, escolher um bar escondido para conversarmos sem ligar ao passar do tempo. Sentir o que as vozes não podiam falar, enquanto os nossos corpos negociavam como se iriam encontrar...

Foste o final perfeito de uma viagem solitária.

Wednesday, January 26, 2011

Quando o dia são dias

Estou hoje igual a este dia, endurecido pela luz de um sol que já não me tenta esquecer. Frio e imóvel, enquanto todos os lugares são recordações, e o tempo um ser estranho, que me olha através de um relógio. Escravo de uma rotina quântica, refém de um presente feito de infinitos passados, momentos em que tudo foi possível, onde nunca nada recebe um fim. Amanhã ainda vou estar aqui, à espera, porque sempre, tudo muda, sempre que tudo muda...

Thursday, January 20, 2011

Guidelines para 2011

Lição da semana:

Custa menos ouvir alguém dizer que não nos quer ouvir, que ler que tu não me queres ler.

Lição do dia:

Devo ser filho de Deus, porque consigo "criar" o amor, mesmo que seja apenas com o corpo e sempre antecedido com um orgasmo...


Saturday, October 09, 2010

71 720 000

Há 2 anos, tive os 2 minutos mais longos da minha vida, quando chegaste ao mundo sem respirar, quase morri contigo... Depois de 1 195 200 minutos a crescer ao teu lado, a respirar a tua vida, espero que o nosso tempo seja infinito, e o teu sorriso eterno.

Obrigado meu amor.

Monday, October 04, 2010

O que dá beber dois cafés de seguida...


E assim chegou o Outuno

Do interior de um olhar vazio surgiu a resposta.

Resposta à pergunta que ele sempre temeu fazer...

Sem voz, sem pensamento, sem possibilidades pensa ele.

Absorve a agonia de não ser mais que um retrato desgastado, um espectro das lágrimas que deu a chorar.

Do interior de um suspiro vazio aguarda, agora sem saber o porquê.

Tuesday, September 28, 2010

Cause with no effect...

Enquanto esperava o teu eco,
o silêncio deu lugar à minha dor,
Vibrando surdamente um tempo vazio,
Distante de um sonho sem sentido.

Desci novamente ao meu ser,
Alma despida e de criança,
Prefiro sentir e sofrer,
Que fugir e sonhar.

Cego dou costas ao futuro,
Ainda sem lágrimas,
Sempre com dúvidas,
Presente, sem abraçar o passado.

Thursday, September 09, 2010

CV

Em ti posso sonhar,
soltar o meu coração e sofrer
Em ti posso esperar,
largar a minha vida e morrer.
Em ti posso amar,
perder tudo e renascer.

Em todas as formas és bela,
apenas a tua força te faz respirar.
Só num lugar te deixas ver,
apenas tu me fazes vibrar,
Quando expões o teu olhar,
apenas tu me dás sentido.

Thursday, September 02, 2010

No "whatif´s" in my dictionary...

Uma confissão, hoje podia muito bem ter morrido.

O dia a chegar ao fim e eu estava a surfar no lugar do costume, na cova do vapor. Altas ondas, com tamanho, metro e meio, vento offshore, resumindo, uns "granda cacetes", como ouvi alguém gritar dentro de água. Atiro-me a uma onda do set, determinado a desfazer a onda toda, faço o bottom e encaixo no tubo dizendo "olá" às suas belas entranhas. A seguir mando-me à crista da onda, e na minha tentativa de backflip aterro em seco na base da onda com alta violência. Naturalmente perdi o controlo da prancha, sendo sugado pela massa de água como quem foi enfiado na máquina de lavar loiça com a centrifugação no máximo. Nisto, e ainda não percebi como que é possível, o shop da prancha entrelaça-se ao mesmo tempo na minha perna direita e no braço esquerdo, fazendo lembrar as pobres vitimas que eram lançadas ao mar pelos piratas.
Agora o inexplicável, em vez de entrar em pânico, num instante fiquei inundando de uma serenidade total, como quem descansa nos braços da sua pessoa amada. Não sei bem quanto tempo estive de baixo de água, mas sem pressas, e apreciando o momento - que ironia não?- , lentamente soltei a perna e de seguida abri o shop do braço para que a prancha deixasse de me arrastar para aonde quer que fosse a vontade do mar.

Não vou divagar sobre os "porquês" do que me aconteceu, nem ficar amedrontado, foi o que foi, deu no que deu, e saí ileso. Ás vezes o amor tem destas coisas, moí mas nunca mata...

Mas que grande surfada que foi...

Horizontes

A minha vida mudou, quem sou, estou agora a descobrir, tenho um novo tempo, uma nova alma.
Não procuro alimentar a minha sede, a minha sede é que me alimenta a mim.
De todas as formas, mas nunca imaginei viver assim, quando em nenhum tempo me senti tão sereno, acho que finalmente sei para onde vou..

Thursday, August 19, 2010

Reply to:

Ainda bem que chegaste bem e que Africa te recebeu de braços abertos, alias, tenho a certeza que a situação do teu quarto de hotel foi uma forma subtil de Ela te dizer que ainda não te podias refugiar no teu novo cantinho, pois as gentes desse país estavam ansiosas em mostrar-te a sua hospitalidade.

Por aqui continua tudo na mesma, o calor sente-se logo pela manhã, as pessoas queixam-se, as florestas ardem, e os políticos...esses continuam a gozar as suas férias, imperturbáveis. Esta semana o pais voltou á febre do futebol, o que para mim é excelente, assim quando o benfica, o porto ou o sporting jogam surgem aqueles momentos perfeitos para ir ou à praia, ou passear nas ruas, eu e a minha solitude, juntos, gozando o verão sem qualquer confusão!

Sei que tudo o que escrevo nada se pode comparar ao que deves estar a viver nesse "outro lado do planeta", mas espero que as minhas palavras te tragam por instantes mais perto desta nossa varanda para o atlântico.

Boa viagem e espero ver-te no Outono.
Luis

Friday, August 13, 2010

Boa viagem

Atravessas o mundo à procura do teu lugar,
Lugar que lentamente te envolve o coração,
Coração que procura uma nova batida,
Batida que ainda sente o calor de alguém.

Agora o Tempo que nasce no oceano,
Entregue à Terra num pano de estrelas,
Desenha um novo horizonte só para ti,
Que contigo caminha sem ter fim.

Partes sem ter que fugir,
Sorris sem ter que pensar,
O mundo oferece-te aquele lugar,
Lugar que nunca deixou de ser teu.

Thursday, August 12, 2010

Apenas uma direcção.

Viram-se as páginas, trocam-se as caras,
Olha-se o mar, mudam-se as marés,
Nascem corações, morrem emoções,
Expressões curtas, movimentos incertos.

A regra é nunca olhar para trás,
O jogo ganha-se sempre amanhã,
Perde-se quando nos lembramos de nós,
Dura o tempo que aguentarmos.

Vale tudo menos pensar duas vezes,
A moral é de quem sabe sangrar
A vantagem que esconde as lágrimas
O medo daqueles que sabem...

Tuesday, August 10, 2010

Neste mar negro, sem ecos, e sem reflexos, consigo expor toda a descontinuidade que transpira por mim. É fácil, ser-se quando ninguém nos consegue encontrar, é como entregar uma carta numa casa que sabemos estar vazia.
Não sofro por isso, faz parte da minha condição de ser peculiar, até à data todas a pessoas que escutaram durante demasiado tempo à minha forma de pensar, ou assustaram-se, ou fugiram, ou simplesmente passaram a ignorar-me. Mas como disse, não me sinto incomodado. Eu compreendo que é extremamente dificil seguir os meus raciocínios, sem um fio condutor, preocupados não com uma lógica, ou objectivo. Antes, tenho a tendência que subverter a linearidade da discussão, fugir de simplificações, subtracções. Gosto de desafiar o preconceito, desmembrar o conceito, anular a semântica.

O que de facto me angustia, é o estado de resignação da maioria das pessoas. Deslocam-se do ponto A para o ponto B, a meio do caminho, fazem uma pausa para ter um filho, beber um copo, e ver a mãe morrer. E apesar de toda a sua apatia, acreditam com uma fé cega, que as suas preocupações pelo mundo são genuínas, dormindo bem com as suas consciências.

Eu não tenho ilusões, não dormo bem com a minha consciência, alias a maior parte dos dias mal consigo dormir. De novo, não é isto que me faz perder o meu sorriso, alguma energia sim. Assumo a minha falta de força de vontade para conseguir alterar o mundo à minha visão de "tudo melhor". De facto, gostava de conseguir "estar" apenas no pedaço de terra em que sei puder cultivar alguma coisa. Mas o Ego é um parasita com um apetite voraz. Se consegue engolir 2, no dia seguinte quererá mastigar 8.

E assim, vou andando aos círculos algures entre o A e B, vendo os outros passar por mim, sabendo que, mais cedo ou mais tarde, um dia estarei a caminhar sozinho.

Monday, August 09, 2010

Breves #2

"Apetites Estranhos" é o nome do restaurante no qual combinou encontrar-se com o seu ex. Uma ironia consciente, escolhido a dedo pela sua amarga semântica. Na verdade, ele nunca lá tinha estado, neste lugar e naquele restaurante. Lugar estranho, no qual o seu coração não consegue pulsar, em vez disso, é o seu externo que com o respirar o aperta e solta, como quem vive porque não consegue morrer, para quem os dias são umas extensão de uma dor que nos apatiza .
O restaurante, vulgar, sem expressão, uma mistura entre café, tasca e sala de chá. Estranho sim, como se não se quisesse assumir como coisa alguma, reforçando a ideia este era o espaço certo, para uma conversa que nunca deixou ter.
Junto a uma janela que dava para o logradouro do edifício, numa mesa pequena, com área suficiente para se sentarem duas pessoas frente a frente, encontra-se Luis. "Luis", murmura ele, reflectindo sobre o facto de sempre o ter tratado desta forma, sem o "O", uma sintaxe que revela o seu medo em assumir o que sente, distanciando a pessoa de si, reforçado a sua condição de terceira pessoa. "Quem será a segunda pessoa?"
Hesita ao dirigir-se para a mesa, mas Luis encontra-o no seu olhar, aquele mesmo olhar profundo que o penetrou, no dia em que se conheceram. No entanto, notou que algo estava diferente, pois a direcção dos olhos de Luis abruptamente tornou-se indefinida, fintado ao mesmo tempo o infinito e a chávena de café que se encontrava à sua frente. "Tempo infinito", pensou e esboçou um tímido sorriso, "Bom nome para um café...".

Sunday, August 08, 2010

The Ballroom

Quem diz que a Terra tem uma rotação normal está mentir. Os dias não têm todos 24 horas, as horas não são todas iguais. O universo move-se ao som de uma valsa ditada pelos compassos que a vida impõe. Mudanças de direcção que transformam um dia de sol, numa noite fria ventosa. Uma semana amarga e interminável, num fim de semana que corre a uma velocidade alucinante.
Tudo isto é controlado pelas batidas cardíacas, a outra grande dissimulação da medicina contemporânea. Ao contrário do que os médicos nos querem convencer, o coração não é uma máquina extremamente afinada. Antes, é uma esfera amorfa que, pulsa, desliga-se, acelera, rebenta, endurece e o morre inúmeras vezes durante a vida de um individuo. É um gerador sensível que dita as leis do universo, a velocidade da valsa da vida, a temperatura do planeta, e a capacidade viver de cada ser.

Quem dança comigo?

Thursday, July 22, 2010

"Why don´t you ask me about my lips..."



Arranjem estomago para ver este filme...Sim, é gory, cínico, cheio de explosões... Mas está muito bem filmado, tem uma banda sonora brutal, e um final que nos diz, "go fuck yourself".

Já para não falar de cena entre o Jude Law e a Alice Braga ao som de Moloko...

Messagem numa garrafa

Sou os restos mortais de um lugar perdido,
Um ponto no tempo sem dimensão,
Enquanto a minha fuga foi muda,
O meu grito esteve sempre vazio.

Sou a força de um mar sem terra,
A ira de uma paixão sem coração,
Distante de um horizonte invisível,
Meço forças com o desconhecido...

Wednesday, July 21, 2010

A definição da minha pessoa By Fink

don't know if notice anything different.
It's getting dark and it's getting cold and the nights are getting long
And I don't know if you even notice at all
That I'm long gone

And the things that keep us apart
Keep me alive
And the things that keep me alive
Keep me alone
This is the thing

I don't know if you notice anything missing
Like the leaves on the trees or my clothes all over the floor
And I don't know if you even notice at all
'Cause I was real quiet when I closed the door

And the things that keep us apart
Keep me alive
And the things that keep me alive
Keep me alone
This is the thing

And I don't know if you notice anything different
I don't know if you even notice at all
This is the thing


Tuesday, July 20, 2010

Enquanto descubro...


Lugares estranhos ao meu olhar
Ressoam no tacto da minha alma,
Alma que escuta uma melodia
Melodia que sente algo vibrar...

Ou estarei cego?

Wednesday, July 14, 2010

Break!

Digam-me que viram o pôr-do-sol hoje!Quem dera ter momentos destes todos os dias...

Monday, July 12, 2010

Beats not by Dr. Dre...




As tuas ancas envolvem a música que faz nos sentir o calor da noite,

Enquanto os teus cabelos se soltam ritmando um compasso frenético,
Os teus braços compõem uma harmonia embalada no espaço.
Cada instante transforma-se numa linguagem sensual,
Murmurada no silêncio ondulante dos ventres,
Num alfabeto de corpos, expressões e emoções.

Pela distância entre nós meço o meu lugar,
O ritmo desenha uma barreira intransponível.
Os sons que me fazem transpirar sem eco algum,
Enfraquecem as minhas batidas cardíacas,
Rasgam o meu corpo, expondo-me sem razão,
Dançam sem mim através de ti.

Agora no silêncio do mar que beija a praia,
Danço nas lágrimas do luar que acende a noite,
Sem esperar pelo sol que me apagará a alma,
Escondo em mim o meu olhar, o meu pulsar.
Agora sem silêncio cedo a uma pauta vazia,
Aonde sei não existir qualquer melodia...


Friday, July 09, 2010

Grooving...never/not yet...

Algo que iria ser mais que um post, mas por falta de qualquer coisa... Talvez seja da minha cabeça, ou não (é a subtileza de uma nova referência).



I get up and run from you
But already I know it's you

That will take me out of my blue
Make me smile like few others knew

Girl would you...

Your words lead me to your soul
But your smile still goes above all

All the shit that love makes us feel
Fight with tears what time can´t still heal

Girl will you...

Now you tell me are no good
A lie as I see that u could

Light up the sun if it would go cold
'Cuz your eyes shine brighter than gold

Girl yes you...

I wish that I could be there
But it's not my place to show you where

Where your heart would beat again
Where love is a peaceful sin

Girl...

'Cuz time can't measure our heart
As fear can't tears us apart

'Cuz life isn't one to be told
As dreams can never be sold

Girl thank you...
It's true...


Tuesday, July 06, 2010

E já agora a cabeça...

No primeiro instante, diriges um olhar profundo, adoçado através do brilho dos teus olhos, que em tons de verde e castanho que pendulam conforme a luz e a temperatura. Os teus lábios completam um sorriso que lembra a inocência de uma criança, sempre pura naquilo que a faz feliz.

Depois vem a surpresa, as tuas palavras, sempre directas e sem rodeios, reflectem muito mais que conceitos e semântismos. Claramente mergulhadas num pensar profundo, dão corpo a qualquer emoção, dor, amor, preocupação e, desejos...
Se a tua beleza baixa a guarda de qualquer homem, a tua mente... pega nessa guarda e transforma-a em papel, no qual a tua voz desenha aquilo que tu quiseres.

Contraditoriamente, a tua força exterior, provém de um espirito puro e frágil, que busca um lugar seguro. Neste processo de transformação, em algo intocável como a alma, resulta uma energia tão determinada. Aqui, é onde escondes o teu coração, à margem de ti própria, porque a dor ainda lá reside.

Para mim, és uma mulher de difícil definição, porque não existe aquele algo que mostra a tua essência, pelo contrário, são todos os pormenores em ti, como peças de um puzzle, que te revelam... a forma como mostras o teu pescoço quando ajeitas o cabelo, o como os teus olhos brilham enquanto escutas alguém, a tua gargalhada descomprometida que grita "Fuck the world, I´m having fun!"

A meter a mão fora da janela...

Acho que finalmente compreendi, a questão reside na forma como a minha voz ecoa na minha estrutra óssea da cabeça. A vibrações produzidas pela frequencia das minhas cordas vocais, adormecem a parte do cérebro responsável pela verbalização dos meus pensamentos. Assim, tomei a decisão mais importante da minha vida, vou-me tornar mudo por opção, comprei um moleskine, e vou passar a transportar para o papel tudo aquilo que pretendo dizer.

Se pensares bem, isto trará uma serie de vantagens. Por exemplo, vou deixar de incomondar as miudas giras que passam por mim com piropos parvos, substituindo o pioropo por uma simples frase no meu caderninho, escrita em letras termidas, revelando algum nervosismo e timidez, dizendo, "Olá, queres trocar cartas de amor comigo?". Além da originalidade da aproximação, algo que agrada à intuição do sexo oposto, também poderá ser utilizado inumeras vezes, diminuindo a minha pegada ecológica.
Económicamente, fará com que a minha conta do telemovel seja reduzida drásticamente, assim, o dinheiro que não gasto em telecomunicações de voz, puderei aplicar em mais viagens. Por alto, pouparei cerca de 500 euros por ano, o que significa que posso ir 4 vezes por ano visitar o Gonçalo a Inglaterra, ou 5 vezes a Bruxelas ter com a Inês, ou 10 vezes a Madrid visitar o museu do Prado, ou 14 vezes a Sagres surfar e relaxar.

Mas o mais importante, é que libertando o meu cérebro da capacidade de verbalização, fará com que a minha inteligencia seja aumentada exponencialmente, e portanto, finalmente puderei ter um QI equiparável a uma pessoa normal, algo que sempre sonhei. Tabuada dos nove e formula resolvente, aí vou eu!

Certamente concordas comigo, até porque, assim deixarás de me aturar ao telemovel, e aqueles momentos de silêncio francamente "tristes" vão desaparecer.

Portanto só me resta escrever...

Queres trocar cartas de amor comigo?

Monday, June 21, 2010

Enquanto dormias...


A minha princesa, que me trata por Pá, ou PáPá, ou PáPáPáPá, sendo que, o número de "Pás", representa a vontade dela de estar comigo. Simples, puro, doce, e eterno...

Sunday, May 16, 2010

O Amanhã

Dou um passo em frente através da minha dor,
Entrego-me nu, incandescente e agora.
Não tenho lugar para estar, quero caminhar
Não sou luz, sou uma chama.
A quem me quis arrancar a Alma,
Entrego o sangue que me arde no corpo
Se nas suas vontades sou invisível,
No seu coração pulso e vou arder.

Esta é a hora do agora
Inspiro o ar que me solta,
Expiro a dor da minha força,
Resolvo a ira que esconde o meu futuro...



Tuesday, May 11, 2010

Breves #1

...E naquele dia de chuva, finalmente ele decidiu enfrentá-lo. Caminhava através de um compasso preciso e artificial, reflexo de todas as incertezas produzidas pelo racionalismo da mente. Sentia-se frio, deslocado, apenas sabia que não queria ali estar.
Por momentos parou, olhava de frente a montra de um pequeno café, aonde, sem nada ouvir, sentia as gargalhadas de um casal que partilhavam fotografias, talvez de uma viagem que recentemente fizeram. Como quem vê um filme que nada lhe diz, lança os olhos no pavimento molhado, encostando o queixo ao seu ombro direito, os seus pensamentos fixam-se no que não quer dizer...

Friday, May 07, 2010

Boom Boom

Acabei de ver um daqueles filmes "pipoca", cheio de amor, romance, "bad things turn into good feelings", muita dança, corpos perfeitos, caras lindas, miúdas de morrer. Todos aqueles apetitosos ingredientes que forçam as mentes menos expostas às sensibilidades do coração a atirar uma pedra à tela. Continuando... o argumento era mais que previsível, os dialogos cheios de clichés, altamente "corny", bla bla bla, bla bla bla.

Mas por vezes quando a alma carece, não é preciso muito para mover uma montanha... mesmo que seja por breves instantes.

Bem vou ler Paul Auster para voltar ao meu lugar.




Monday, May 03, 2010

As peças do puzzle

Pensei durante muito tempo que a realidade da vida seria demasiado dura para as analogias e metáforas das palavras, que a dor que nos atinge durante a nossa existência seria demasiado penetrante para ser libertada pela corrente de uma frase...
Mas em torno deste caos aparente, no seio de todos os elementos que aleatoriamente compõem a matriz da vida, por vezes, uma poética expõe um estar surpreendente. Sem razões próprias, atómicamente o espaço responde com total precisão ao tempo.

Hoje, dia da mãe, ele sentiu-a partir. Aqueles olhos calmos, que fixavam o infinito, finalmente largaram o horizonte. Depois de tanta dor, o seu corpo cedeu às forças do tempo e decidiu a sua hora. Hoje as lágrimas foram adoçadas pelo encanto deste especial domingo.

A realidade é cruel. É em tudo e em todos, no mesmo momento bela e mortifera, tanto dá, como nada entrega, nada faz durar.... Mas por vezes, faz questão de ser delicada apenas...

Hoje, dia da mãe, ele agradeceu o toque de magia dado à sua mágoa...




Thursday, April 29, 2010

Reverberações

Nunca desejaram congelar um momento no tempo, não porque por ser perfeito, ou agradável, mas por termos a certeza de ser único, sem possibilidades de repetição. Aquele momento em que o tempo nada nos deve, em que olhos pouco têm para voltar a ver, e a alma fica exposta e presente, fora de nós talvez. Aquele instante em que tudo cai no lugar, seja a chuva ou o calor do sol, seja o sal do mar. Naqueles segundos a terra continua a girar, mas ao nosso ritmo, somos nós que determinamos a sua distância ao sol, o seu lugar no universo, a cor do seu céu.
Ao Depois devemos uma nova memória, um sonho, estado de passado. Queremos fugir às suas interpretações, mas sempre que tocamos na sua tela, o pincel volta a deixar um movimento.

Sorrimos porque voltamo-nos a lembrar... nada mais é relevante.

Wednesday, April 28, 2010

Letting the good times roll!

Estava à procura de uns emails antigos por causa do meu portfolio, quando encontrei um que enviei ao meu irmão quando ele foi viver para a Alemanha. Até escrevo umas coisas engraçadas quando estou bem disposto:)



Então man? Nunca dás noticias! Devo ter que por a Reuters atrás de ti... Vamos fazer o seguinte, se deixares de dar noticias durante 3 dias, tácitamente fico autorizado a levar tudo o que me apetecer da tua casa, isto inclui, o computador, monitor, rato e teclado maravilha, amplificador e colunas (Tv nao, pq tenho uma maior, mas quem sabe para o quarto...), e tudo o resto que esteja dentro das capacidades fisicas de um homem sem auxilio a maquinaria de extração (mas de demolição sim!!!).
A sério dá noticias, ou melhor, a sério, vai pó c$%$%, e depois dá noticias...E quando tiveres uma casa, manda-me a morada, para eu ir aí passar uns dias ( podes responder que não, mas sinceramente estou me a cagar para a tua opinião... a sério, vai pó c$%$%, pronto agora já gosto de ti de novo).
Coisas sérias, estás interessado em alugar a tua casa á Nádia? Ela não sabe que te estou a perguntar, por isso não te sintas pressionado a dizer que sim, ela está à procura de uma casa para alugar em Lisboa e eu pensei em ti, visto estares para a Nazilândia...

Espero que estejas a divertir-te e que tudo corra bem.

Abraço grande
Luis "Borre The Body" (fdx a sério, só um estúpido como eu é que usava isto como alcunha nos jogos quando era puto) Barros


Luv you Bro!

Tuesday, April 27, 2010

"We caught feelings"

This is an expression that surely rises against love as that innocent, free-willed and random happening. It gets caught, not randomly shot by cupid, nor something that takes us over. We can capture it, we have the power, we stand as the strong owners of our hearts.

Then there is the flip side of the coin, if falling in love is a proactive intention, then, one can go unnoticed through it's ways. It is my choice, I´m free, I don't get caught, I don't want feel love if I don't need to...

The need to, the power of seizing love. Are we ready to have such responsibility? Because holding the power, means having the responsibility to be conscious about what goes on inside the soul. There is no running away, I have to surge against my angsts if I want my feelings towards someone to be my own.

As the world loses its mystic powers, and life gets pull of its mysteries, love becomes tangible, controllable and no longer self-driven...

Where's the beauty in that? If I can't be surprised, I can't feel alive...

Monday, April 26, 2010

Estado liquido

Dou ao vento estas palavras, para que possam encontrar o caminho até ti...

Aguardo o teu horizonte, sou egoista, quero-te só para mim.
As tuas lágrimas abraçam o meu corpo, corpo que dança a tua melodia,
Cedo á tua força sempre, mas não consigo respirar em ti.

Sejas dourada, coberta pelo manto que o pôr-do-sol te estende,
Estejas espelhada, invisível através do céu de um dia cinzento,
A tua beleza nunca se deixa tocar... ou até beijar.

Desejo ser embalado um dia na tua voz,
Sentir o desejo que o teu corpo levita,
Perder-me nas tuas curvas.

O teu ritmo faz pulsar a minha alma
O teu olhar inverte-me a gravidade
O teu toque corta-me os sentidos.

Existo ainda sem ti, nos dias que não vivo,
Fujo através da vida para não cair aos teus pés.
Sou egoista, quero morar no teu coração.

Wednesday, April 21, 2010

Apenas por um momento

No escuro transformo-me na minha própria sombra, incógnito e invisível. Encontro um estado que me é confortável, em que me posso expor, sem que ninguém saiba que eu existo. Depois desdobro o olhar sobre quem vai passando por mim, sem reparar em mim. Observo sem querer alterar o mundo, sem poder, sem resolução, nu.
Todos os dias invento uma sintaxe nova, fugo sempre para um mundo novo. Não falo, não comunico, não me deixo estar. Os desejos não são importantes, variáveis que morrem e nascem com os dias, aleatórios, fúteis, inseguro.

Ao fechar os olhos, descubro o meu próprio universo. Sem palavras, porque as memórias vivem das emoções, das imagens, das suas cores, melodias. Os nossos lugares são sempre perfeitos, são sempre nossos. Esferas que desenham outras esferas, que demolem arestas, que nos fazem voltar a abrir os olhos.

O sol olha de frente para mim, abraça-me com a sua luz, e tudo o que posso fazer é absorver a sua energia...

Friday, April 16, 2010

A Esquizofrenia do espaço

É um sono que nunca chega que transporta o meu corpo. "Estou todo partido" a minha mente simplifica, levando-me a pensar que afinal somos mais que um... Os meus pensamentos transformam-se em diálogos, multiplicam-se as vozes que tropeçam dentro de mim. Ressaltam as dúvidas, as angustias, os medos, as obrigações, desfiguram-se as horas, os lugares, os porquês.

Tenho sono, mas não apetece dormir, preciso de um despertador...

Saturday, January 21, 2006

A razão de toda a internet...

Tenho a mania de meter palavras ao calhas no google...Ainda bem!!!!
A minha nova descoberta...re-descoberta para alguns talvez...


Purple.com

Sunday, January 15, 2006

Post Secret...


Redescobrir a música

Tenho vindo a descobrir, com a ajuda do meu maninho, algumas bandas que não só fazem música muito boa como letras muito boas ( ás vezes é bom ouvir algo que faça algum sentido...). No topo da lista encontram-se os The Arcade Fire, uma banda indie canadiana que "cantam" sobre a vida, o amor e a morte. Vale a pena dar-lhes uma oportunidade...

Thursday, January 12, 2006


2 palmos de testa, uma perna agarrada uma corrente continua...Um pensamento único e trancado, a voz que suspira num sofá velho. A mão que escorre numa folha de papel.

São 5 os dias daquela vida, 12 as horas totais concentradas em momentos especiais... Em anos se contam as etapas, e nos meses acenta o fio de continuidades.

É 1 a vida que temos, é tempo de saber porquê...

Tuesday, December 27, 2005

Two bottles of beer in a wall

Engraçada é a recordação que guardamos das nossas vidas. É o super-homem, o macross, e a bola de basket.
Estou completamente alianado, alterado e subverso. Não procuro lugares nem estações.
Quero ser composto, imaterial e feito de luz.
Exposto no sol vou ver....e viver...

shiaattttt!!!!

Monday, December 26, 2005

NAS

Contemplating war niggas
I was cool with before
we used to score together
Uptown copping the raw

But a thug changes
And Love changes
And best friends become strangers...

Sunday, December 25, 2005

Not lost in translation

"I don't want to open the book if I can't keep flipping the pages..."

Nuff said...ainda assim...

Friday, December 23, 2005

A 7 dias do inicio

Bem não estamos ainda bem no fim do ano, mas decidi fazer já um flashback do meu ano... Fui operado e no entanto estou a jogar ainda melhor que antes... fiquei solteiro, mas sinto-me muito mais completo... A cova do vapor voltou ao activo! Matei saudades, mandei novos voos e voltei a apaixonar-me... Voltei a encontrar os amigos do meu coração!!!

Momentos chave? Para mim agora, e sem nostalgias... Aquele fim de semana em Sagres... o "Mar adentro"... aquelas mãos tão perfeitas...
E espero eu a passagem de ano em Nova Iorque.

E que 2006 seja ainda mais intenso!!!

Wednesday, December 21, 2005

A escrita na palma da mão

A definição de tal espectro não passa pelos "ondes", "quandos" e "comos"... Não são as especificidades fisicas e psicológicas que tornam a pessoa bela, ou melhor, que transportam a beleza de um ser. Não existem factores, apenas um inumero de reacções de proximidade com um segundo elemento que absorve pequenas porções análogas a si mesmo, seja por antitese, ou semelhança.
É um acto puramente subjectivo, nunca universal e único...

Exterioriza-se num olhar, na sua intensidade. Transforma-se numa carícia, numa cócega. Cresce com um abraço... Expõe-se num só momento...

Não encontro uma resposta, estou certo que o importante não se encontra numa definição, ou assenta num conceito. Às vezes apenas o percurso é relevante...

Monday, December 05, 2005

E.T. phone home?

Bem, são 4 da manhã e antes de me deitar decidi fazer uma busca no google de imagens com o meu nome...Deu nisto...

Podia ser pior...

Saturday, December 03, 2005

Thursday, November 24, 2005

Fotografia

Começo agora a perceber que os portugueses têm uma paixão pela fotografia e que existem fotografos nacionais que expôem trabalhos de elevada qualidade, vejam por exemplo o portfolio de Fernando Guerra.

Vale mesmo a pena...

Wednesday, November 23, 2005

Still down

Existem sons que passados anos continuam a vibrar dentro de mim. Um exemplo, "Bell of War" dos Wu-Tang Clan, uma fusão perfeita das rimas com os samples. Só ouvindo...

Monday, November 21, 2005

O berço da globalização do HipHop

Quem leu a reportagem sobre a "geração do Hip-Hop" na Pública deste domingo, e ao mesmo tempo percebe realmente de hiphop facilmente interpreta as barbaridades escritas na reportagem. Querem falar de Hip-Hop e metem o 50 cent no centro do palco...É ridiculo e um insulto ao movimento Hip-Hop. O mesmo acontece com "rappers" como o nelly ou os black eyed peas (nopes, recuso-me a usar letras maiusculas para essa merda...). De facto não é a cultura HpHp que está na moda, mas sim os produtos que advêm da total comercialização, é puro marketing.

Podiamos dizer que tudo começou com o Eminem, mas não, a imposição do Rap nos mainstreams comerciais inicou-se mais cedo. Nos Estados Unidos começou com o albúm de Snoop que apresentou o G-funk ao US, com uma groove única e altamente fluida... Depois artistas como LL Cool J, numa corrente mais romantica e soft do Rap, e Tupac e Biggie, com uma critica profunda à sociedade americana no geral, mas também à comunidade negra, saltaram para o "spotlight". Digo que foi aí que a cultura HpHp se começou a afirmar, porque na primeira metade da década de 90 viu-se a criação de movimentos Anti-Rap, querendo mandar de novo este estilo para o "underground", culpando os artistas de patrocinarem a violência e a marginalidade. O poder do HpHp foi tal que misteriosamente os maiores MC´s de sempre foram assassinados sem encontrados os responsáveis. Foi tudo culpa da guerra Westside-Eastside...
Para depois a MTV juntar as mães de Tupac e de Biggie para apelarem ao fim da violência nas ruas americanas. Realmente a história da sociedade americana é rica em incidentes "convenientes". Que sorte, acho que pedir nacionalidade americana...

Não me venham dizer que o HpHp agora está no seu auge, nunca...o auge do HpHp aconteceu na segunda metade da década de 90, com Tupac e Bigge a lançarem os seus melhores albuns já nas suas campas. Mas também com Nas, com "Illmatic" primeiro e depois "It was written", e Jay-z com o seu intemporável "Reasonnable Doubt". Estes anos representaram o auge criativo do Rap, com o inicio das fusões com o Hardcore, os grandes Remix de JD e Puff Daddy...e o declínio de Dr. Dre, com este a pensar "Nunca devia ter deixado a Deathrow...".

Os 50 cent´s e as "ervinhas com olhos pretos" são coisas, não são HpHp. Navegam em marés seguras e formuladas, de forma a extrairem a apenas a epiderme do Rap. Não meto em causa a qualidade das suas produções, mas quem é que quer uma Mulher linda sem qualquer tipo de inteligência? ...Pois, aí está o problema...
Se querem ouvir os melhores albuns do ano de HpHp, comprem o ultimo de Common ou Kanye West. São profundos, com produções "topnotch" e transcendem os conceitos do HpHp. Porque na verdade a cultura HpHp e o Rap são instrumentos que devem despertar a nossa mente e pôr em causa os quadros sociais que nos são impostos.

Mas o Rap é fundamentalmente feito de bandas e artistas menos conhecidos que elevam os indices de qualidade para novos patamares, como os "Tribe Called Quest", os "De la Soul", o Guru, os "Lost Boyz", e muitos outros...mas por favor não deixem mais estrelas da NBA gravar cd´s de Rap. Ok Iverson? Fica-te pelos crossovers com a bola de basquet...

Por aqui vai rulando o cd de Q-Tip "Amplified"... Afinal os Neptunes não inventaram nada...

Estou a ficar em NY state of mind...wonder why?

Sunday, November 20, 2005

"Pierrot Le Fou" de Gourdard


De facto não interessa daonde a estrada vem nem para onde vai...os acidentes apenas acontecem num estado presente...

Sermoções

É já incontrolavel, exterior ao meu ser e sem qualquer tipo de abstracção... Mãos frias, mãos frias, mãos frias, mãos frias... Em todos os pormenores...tenho q deixar de ser tão observador... Será que causa danos cerebrais?

Thursday, November 03, 2005

I just can´t stop




Seja numa pista de dança vazia, numa disco cheia, no meu quarto, assim que aquela groove invade o meu corpo começo a respirar fundo e a desenhar movimentos no ar. Imediatamente sinto a minha alma preencher-se, a suspirar ao ritmo daquele beat mágico. Seja Levert, JD, Tony Allen, Alicia Keys, Tupac, DJ Clue, Biggie, Next, Lost Boyz, não sei, tantos e muitos mais...Seja o que for, tou disposto a fechar os olhos e a vibrar.



Agora subindo um patamar...
Estar na pista com os meus homies e sistas a curtir numa rodinha, cada um de nós a expressar aquele sonoro, cada um de nós a checkar quem se encontra nesta febre...

Ou...
Eu a sós com aquela figura feminina que em cada movimento me faz sorrir e me seduz, numa dança a dois, num ritual sensual, com um toque de erotismo...O momento perfeito no som perfeito.

Chamem-lhe o que quiserem, digam que sou maluco ou que só quero é outras coisas...mas depois experimentem...

Só peço que no dia a seguir voltem a ler este Post...

Sound system Tuga

Exausto e sem quase conseguir manter os olhos abertos vim ao blog escrever sobre esta noite que agora chega ao fim...
Os Phil´s, mais conhecidos como os Phillarmonic Weed são de facto uma banda que se alimenta de um feeling que hoje parece ser raro encontrar. Não se trata de ser uma fusão de reggea com Afrobeat, música africana, jazz, blues. O que se encontra quando eles abrem o seu livro em palco é um estado de espirito único que não vale a pena dissecar a um género ou a um beat. Ouve-se, sente-se e respira-se....

Que todas as noites eu vá dormir a sentir o "puxa lá" a palpitar-me nas veias...

Tuesday, November 01, 2005

It´s been a week since...

Life is out of control, signs are read too fast and smiles fade without a feedback. My life is swimging to shore without fear of drowing itself, all I want is to catch the swell...

I realise now that I can´t really run anything, that control illuded me into a false sense of hope crashing me so hard that no piece of me was left. Anyway, I could talk all day about what goes inside, but what truth will I get from it, what would it tell me? I don´t need to think, I don´t want to think, I don´t know how to feel and I sure can´t feel what I am...

I don´t need any references to get where I am, as far as my heart goes... that´s where I stand...

Saturday, October 29, 2005

O espaço do agora

Não existem momentos chave nas nossas vidas, o mito do flashback em que decidimos seguir certo rumo na nossa esfera. O que existe é o acordar do nosso interior para a realidade e a aceitação da nossa existência como ela é, fisica, espacial e emocional. Quem sabe do que eu falo, sabe que o futuro não representa absolutamente nada e reconhece que tudo reside enquanto respiramos, pensamos e agimos. Todas as demagogias e a análises que implicam uma projecção numa realidade virtual próxima não passa disso mesmo, realidade virtual.

É de facto dificil viver sem pensar no momento a seguir, mas a maior angustia é aquela em que sentimos que nunca estamos presentes e somos espectadores nas nossas próprias vidas. Isto vai desde as coisas mais simples aos momentos mais intensos. Desde ouvir uma música que nos aquece o coração, ao saborear o vento que nos caricia a cara, até à troca de olhares que repente emana um amor dentro de nós...

A vida não é uma história para ser contada, não tem argumento e os actores, se existem, estão então mortos por dentro. A vida é um anel de emoções e uma sequência de um todo que flui exterior a nós próprios. Viver para mim não consegue conter metáforas, poemas, nem retratos, e sei que não vou existir o tempo suficiente para respirar todos os planos deste universo. Portanto, a vida não encontra uma definição a não ser por negação das partes que não lhe são complanares....

Espero apenas, quando deixar de existir não precisar de recorrer à minha memória para fechar os olhos, sorrir e morrer pleno...

Saturday, October 22, 2005

Can anyone actually read this crap????

Still runnin'

May words tell us time is not a lie...May time show us words are still heard...May smiles be felt...May hands feel harm...

Not trying to tell anything here, but still gotta run deep into the world to find some truth, if only all was nothing.
I guess it all too fast, Reality is longer made to be lived...

My question is, can moments survive at this speed?

Thursday, September 08, 2005

Jonh Legend

We might fall in love or crash and burn
We might feel it's pain and take what we earn
We might run, close and colapse
We might breed, love and peharps...

Hold on to yourselves
Make others love themselves

Life doesn't get crazy cuz it should
Life take us for a spin as we set it's mood
Life's vision, a love, our thing
Life sets if off, live it's dream...

We oughta, we coulda, and gonna
I gotta, you shoulda, they wanna...

Saturday, September 03, 2005

In Da Club

Dançámos, trocámos olhares no escuro latente... Ao som de um beat o calor subia e os nossos corpos aproximavam-se... Agitado e sem saber agir, tomei-te nos meus braços e os nossos lábios fixaram-se, os olhares tornaram-se profundos... Fechei os olhos e percorri as tuas ancas com o meu toque, respiraste mais fundo... Mais um som gritava, em mais um sample rolávamos, esqueci quem era e dei lugar a uma paixão...

Ontem foste a minha música... Dancei ao ritmo da tua beatbox... Foi uma noite... Um som... Quase um romance...

Tuesday, August 30, 2005

One Minute Man

Ontem numa conversa com uns amigos cheguei à conclusão que existem coisas para o qual nunca sabemos o nome. É engraçado porque são palavras perdidas que podem significar qualquer coisa. Podemos criar insultos, "Vai para a cornija!!!!", ou "Levas um murro na Alcaparra!!!". Milhares de palavras tão pouco conhecidas pelas pessoas nas quais podemos divagar, inventar conceitos, mimos e piadas... Pela fonética, pela semântica, por tudo e por nada. A língua é algo que precisamos para comunicar, mas quero descomunicar!!!

Falar sem sentido, criar um universo fora da lógica e numa realidade sem construção. Submergir num espirito novo, em que todos os sons não são falados em preconceito!!!! Fugir daqui, da gravidade, da física, da gramática, voar até á lua e cair em Marte!!! Tomar banho no Sol e deixar o cérebro encostado à Estátua da Liberdade!!!! Construir nada em parte alguma, caminhar sobre o sangue das orquídeas e comer lascas de madeira... Fazer amor com um pacote de pastilhas, e deixar que o telemovel seja a nossa máquina de lavar!!!!!

Bem...tenho que voltar ao trabalho...

Monday, August 29, 2005

"Wonder Wall" - Cover de Ray Adams

Este últimos dias têm sido uma montanha russa, ou um electrocardiograma, a analogia que preferirem... Dias intensos, situações inesperadas, golpes de azar e algumas lágrimas à mistura. Vivi as duas semanas mais peculiares dos últimos tempos, o que por si só improvável tendo em conta os passados meses da minha vida.

Estou confuso, é verdade, e parte de mim está dividida, mas mesmo sem saber o rumo da minha vida, quero estar aqui, viver no agora e saborear todos os seus segundos, não, todos os meus segundos. Apesar de não puder dizer que eu sou a minha existência, visto ser o espelho de quem me toca. O que posso afirmar é que eu vivo agora.

Oiço o agradável dedinhar na guitarra da música que chega à minha alma, canto a sua letra como se tratasse do meu karma, fecho os olhos porque ela me faz sentir bem.
Sinto que vivo um momento agradável, passaram-se minutos...

Pergunto-me se vale a pena carregar no "rewind"....

Friday, August 19, 2005

A paixão dos 3 dias

O dia de hoje não devia ser cinzento no meu coração. Mas ao chegar ao trabalho recebi a noticia que a cachorrinha que todos os cuidados e mimos recebeu para sobreviver, ontem à noite partiu...Choro é verdade, a morte não deixa de ser menos dolorosa por ser um animal. Mas dentro de mim guardo a memória de um ser que mesmo frágil e débil se mantinha vivo, e conseguia ainda revelar um brilho nos seus olhos. Sinto que para a morte daqueles que nos tocam ter algum significado temos que nos agarrar à vida com todas as nossas energias.

Hoje é um dia cinzento, um dia de meditação, mais um dia das nossas vidas.
Hoje não sei se vou conseguir sorrir...Hoje nem sei o que é rir...
Hoje precisava de um abraço, talvez também de uma carícia...
Hoje sinto a tua falta...
Pensar... Hoje não... Sinto apenas...

Thursday, August 18, 2005

"Uaranco"

O tempo corre e nós nem damos por ele... Esta jóia que em tempos era um pretexto para namorar e sonhar, agora é um ser bem real. Ainda pequenina com 3 anos, corre à volta da mesa da sala de jantar à procura de como puxar uma das cadeiras para que possa olhar para a rua. Assim que consegue engenhosamente fazer uma das cadeiras deslizar sobre o tapete que foi roubar à maquina de lavar, lança os seus olhos pela janela e fixa-se no primo, já com 7 aninhos. Acelerado e ansioso procura entrar no prédio para experimentar o jogo novo, que a mãe quase obrigada lhe comprou, de forma a ele puder desbundar do HDTV-LCD do tio com 120 centímetros de diagonal.
A pequenina, já fora da cadeira e zarpando até ao escritório, puxa agora as saias da mãe, que felizmente hoje teve folga por ter feito no dia anterior um banco de 24 horas, para que vá abrir a porta ao primo e à tia. A mãe sorrindo e fechando os olhos revelando uma expressão meiga, poisa-lhe a mão nos cabelos encaracolados e gentilmente passa os dedos por uns dos tótos como que dizendo "calma melguinha...". Toda derretida a bébé acalma, levantando o pescoço e fixando os olhos de caramelo da mãe diz num português completamente enrolado:

" - Mama, gosto muito dete vetido uaranja...mas o branco é nito também...."

Tuesday, August 16, 2005

Dança do ventre

Ela move-se num espaço seu, desvenda movimentos suaves que fazem a luz vibrar, respira intensamente como se cada fôlego fosse o último. Em cada som ela faz-se feliz, por cada batida ela segue o seu sentimento. A música expõe-se em todo o seu corpo, como se toda ela e ela mesma fizessem amor. É um acto puro e sem intenções, uma acção que vale e não procura nada...

Quem olha deseja estar ali com ela, quem a conhece sabe o que é estar ali com ela...O desejo torna-se insuportável. Todo o meu corpo procura encontrar o teu movimento, sentir o teu respirar no meu pescoço, agarrar as tuas ancas e fugir nas suas espirais. Cedo ao sonho...ele que tão me faz ansioso...mas é ela, a realidade...que em tudo me faz sentir vivo...

Eu danço também, sim, adoro dançar. Fico perdido sem medos, fecho os olhos porque sei que a música estará lá para mim...E tudo o que interessa é dançar... Chegar ao fim da noite cansado de tanto vibrar, cair na cama e sonhar...mas é o acordar que me torna intenso, porque apartir dele eu sei o que é real, e que mais uma vez levará o teu sorriso ao encontro dos meus olhos.

Monday, August 15, 2005

U-Turn Parte 2, 3, 4, 5, ...

Sinceramente, não esperava que existisse tanta gente a ler este blog, considerava este o meu cantinho do universo onde, esporádicamente, alguém passava os olhos pelos meus textos. A razão pela qual deixei de escrever continua a ser verdadeira, mas alguém muito especial para mim fez-me ver as coisas de outra forma. Porque não agora partilhar esta realidade que me é exterior e bela em oposição aos escritos anteriores, que se mostravam egocêntricos, mancos e despromovidos de qualquer vontade de viver.

Não quero ser presunçoso e pensar que estou a fazer um favor ao mundo ao escrever aqui. Não sou o Dali Lama, nem nenhum ser superior. Não quero criar dogmas, nem ditados.
Sim, este vai continuar a ser o meu cantinho, mas não um escape. Vou partilhar e revelar as partes que me fazem respirar fundo e sentir feliz...

Além disso, sabe sempre bem escrever qualquer coisinha nas horas mortas do trabalho...

Tuesday, August 02, 2005

U-turn

Depois do post de ontem, da descrição do que este espaço significava para mim, hoje, e depois do que aconteceu ao fim da tarde, perdi a necessidade de deixar o meu pensamento fluir durante breves momentos...
Nunca pensei que fosse possivel, não tão cedo de ter despertado, não, nunca pensei ser possivel...Não vou escrever sobre o sucedido porque não consigo e porque não encontro razão para o fazer, nada posso materializar que possa dar a mais pequena porção daqueles momentos...

Provavelmente nunca mais irei escrever neste blog, não quero torná-lo num diário, nunca foi essa a minha intenção - deixo a minha vida para aqueles que tão docemente me aceitam no seu unverso - e aliás, ele foi formado sem qualquer tipo objectivo. Talvez um dia volte a lê-lo, como recordação, ou para me fazer lembrar que "não há homem que seja mais diferente de outro do que de si próprio nos diversos tempos".

Monday, August 01, 2005

Virtualmente comparando

A minha frequência de post´s está a aumentar. Assumo que este espaço impessoal e distante de certa forma conforta-me, e cria o afastamento que às vezes preciso de tudo o que se passa dentro de mim agora...Encontro-me numa nova realidade e por vezes surgem tantas novas coisas que preciso de me reconher.Não procuro fugir a nada, sei que isso é impossivel e que mais cedo ou mais tarde teria que lidar comigo mesmo. Escrever aqui não me trás alegria, não cresce nenhum amor dentro de mim e não desperta qualquer emoção em mim. Talvez seja mesmo por isso que alguns minutos por dia me dedico a este espaço. Enquanto escrevo a minha mente fica cheia de pensamentos vazios, ou vice-versa, dependendo do ponto de vista...

Voltando à minha pessoa, lembro-me de à 6 anos atrás ter prometido a mim mesmo nunca voltar a passar por aquela dor, aquela angústia cortante que me fazia por vezes perder os sentidos. De facto, aquela dor nunca voltou, o que sinto agora não tem nada de comparável com aqueles momentos. Nao é uma multiplicação dessa emoção, nem uma evolução exponencial - Rosa, compreendo agora quando me dizes que não existem emoções negativas, são todas fontes do mesmo algo, e esse algo é puro e imparcial. O seu nome não sei, talvez amor, mas sinceramente não consigo dar uma palavra a algo que não alcanço totalmente - A aquela dor no passado de facto podia ter me despertado, mas não, reagi fugindo para um mundo de alcool, drogas e prazeres imediatos...

No entanto passados 72 meses cresceu dentro de mim algo. Uma emoção tão intensa que para respirar preciso de todas as minhas lágrimas. Não consigo descrever toda a energia que flui pelo meu corpo, só estando cá, só sentindo... É como disse uma nova realidade, aonde tudo percorre exterior a mim. É isto o fundamental, saber que não sou, sentir que apenas estou... É por isso que digo que não ter referências interiores, nem viver fechado e centrado em mim é novo para a minha pessoa, e por vezes a minha mente foge ainda para este passado. Mas sei agora o que posso ganhar com os meus olhos bem abertos e livremente perco o receio...

Medo não posso ter, não quero que a minha alma volte a colapsar...

Sunday, July 31, 2005

PostSecret

Visitem o Blog "PostSecret" e vão verdadeiramente sentir o que é...

"You are invited to contribute your secrets to PostSecret. Each secret can be a regret, hope, experience, unseen kidness, belief, fear, betrayal, desire, feeling, confession or childhood humiliation. Reveal anything - as long as it is true and you have never shared it with anyone before."

PostSecret


Fisiologia emocional

É um dos factos que nos distingue dos outros seres, a mutabilidade do nosso sistema consoante o nosso estado de espirito. Presentemente não sinto qualquer vontade de comer, não é que esteja em depressão ou com o desejo de me matar. Simplesmente não consigo dar resposta ao meu apetite, de forma que, comer é tudo o que não me apetece fazer. O mais incrivel é que não me sinto com falta de energia, o que faz me ponderar que talvez damos valor a mais à nossa alimentação. Se calhar enquanto tiver reservas de gordura no meu corpo vou continuar a ter a mesma energia de sempre, sem ter necessidade de pôr um único alimento à boca.

Ou então é algo de mais profundo, porque não? O meu corpo neste momento sente-se concretizado no momento e portanto não dá uma resposta fisiológica à falta de energia. Quem sabe? Talvez até esteja a produzir uma reacção endotérmica que faça com que eu absorva toda a vitalidade que me rodeia. Ou talvez não...talvez apenas estou aqui e agora, e não consigo compreender a necessidade humana de dizer que: "faço isto porque acredito no futuro, ele naturalmente me trará algo de bom". Então nem é uma necessidade, mas sim uma imposição da nossa aprendizagem.

Conservo-me no meu jejum, e isto é o mais importante. Não se trata de um sacrificio, nem uma penitência pelos pecados do meu passado. Talvez um dia o meu corpo se encontre de novo neste universo. Agora, apenas me movo enquanto espirito, escavando o meu interior, extraindo todo o sumo do que reside dentro de mim. Permaneço imóvel e respiro fundo...O amanhã, esse é como a eternidade, apenas posso pensar nele amanhã...

Thursday, July 28, 2005

Krishnamurti

No passado, hoje seria um daqueles dias que sentiria que a vida se recusa a sorrir para mim...Acordei da forma mais violenta para o meu coração, o sol recusa-se a aperecer e a chuva tomou o seu lugar...

Mas não, hoje é daqueles dias que me sinto mais vivo, não porque o futuro se compôe próspero e cheio de alegrias, ou porque ontem tive o jantar mais romântico da minha vida. Estou vivo, porque sou pleno com a minha solitude.
Quem disse que para viver a vida ao máximo temos que morrer uma vez enganou-se. Para
vivermos, temos que morrer sim, mas uma vez só não chega. Para estarmos presentes aqui neste universo, temos que perder referência de tudo os que nos rodeia, da pessoa que amamos, dos nossos filhos, de todas a falsas seguraças que o nosso pensamento gera para que nos sintamos adaptados a uma sociedade que nos é exterior.
É perigoso racionalizar o nosso presente no futuro, o futuro é algo que não existe, não é, não foi e constantemente deixa de ser. Como alguém muito inteligente disse:

"O pensamento é o resultado do ontem que passa pelo hoje em direcção ao amanhã.(..)Afinal de contas, a maioria de nós é terrivelmente solitária. Você pode ter uma ocupação interessante, pode ter uma familia e muito dinheiro, pode ter o amplo conhecimento de uma mente cultivada; mas se você colocar isto de lado quando estiver só consigo mesmo, conhecerá esta extraordinária sensação de solidão.(...)E dessa negação , desse vazio total, surge a criação."

Se nos chamamos de seres inteligentes, então porque é que ainda deixamos que todas as preocupações do futuro nos controlem? O nosso pensamento é um desperdicio se for imperativo porque não está moldado à nossa existência...Na mente e no inconsciente, aí reside o verdadeiro ser...

Hoje o sol não deu um ar da sua graça e o céu chorou o seu fado....
Hoje tudo mudou e volto para a minha casa apenas por 1 dia com uma mochila cheia de comida e roupa suja...
Hoje sei que tudo o resto não importa...
Hoje sinto como é sublime a fluidez com que as gotas da chuva se unem às massas terrestres.
Hoje vejo que esse movimento que por si não significa nada, mas que me faz amar toda a existência...

Tuesday, July 26, 2005

Amanhã

À uns tempos atrás viva o dia inteiro à espera daqueles instantes que me fizessem sentir vivo, tinha os meus escapes: a minha namorada, o desporto, por vezes outras coisas simples, como o calor do sol a bater-me na cara. Mas não passavam disso, de instantes, era como se nas 24 horas do meu dia, eu apenas estava acordado 20 segundos. No momento em que fazia um drop, quando recebia um sorrido seguido de um beijo e pouco mais...
De facto, estes instantes possuiam uma força incrivel, fugida de todos os preconceitos e medos, e deixava-me perder, esqueçendo o tempo. As palavras chaves nesta altura da minha existência eram essas exactamente, fugir, perder, esquecer. O que sentia era verdadeiro, não posso em causa isso, mas exterior a isso, todo o contexto que me levava a sentir assim era falso, egoísta e profundamente amargurado.

Compreendo agora que não preciso de ter escapes, basta-me respirar fundo e fechar os olhos, escutar e sentir tudo o que me rodeia e imediatamente volto a encontrar o meu pequeno lugar neste universo...Se por um lado, fico triste por perceber que posso ter perdido muita coisa importante na minha vida por ter acordado apenas agora, sinto que sou, apartir de agora, uma pessoa capaz de amar e ser feliz como nunca.
Não me elevei a um nível de consciência superior aos outros seres, não me tornei energia pura, nem sequer deixei de senti a dor. Não sou um humano especial, não sou alguém nem niguém. Tentar justificar os nossos actos em razões de orgulho não é solução...Apenas estou vivo e respiro.

Amanhã quando me deitar sei que o sol vai nascer no meu dia depois de amanhã...outra vez...

Tuesday, July 19, 2005

Ser

Agora começo a descobrir que procurar razões para viver é inútil...Não vivemos presos às nossas razões, existimos porque encontramos exterior a nós algo que faz com que o nosso corpo nos obrigue a respirar, algo que sempre que inspiramos faz-nos querer voltar a abrir os olhos. Posso falar da nossa consciência, posso falar da natureza que nos rodeia que nos faz ter uma consciência, evocar o sol que faz com que a natureza exista em toda a sua plenitude, olhar o universo que organiza toda a sua infinidade para que o sol nos possa fazer existir...Tudo tem um sentido dentro de si e não existe sem se transformar quando se faz existir...

Citando a tua frase favorita:

"Nada se perde, tudo se transforma."

Monday, July 18, 2005

In "Broken Wings"

"How ignorant are those who imagine that love is born from long association and unbroken companionship. True love is the daughter of a spiritual understanding, and if that understanding is not achieved in a single moment, it will never be attained – not in a year, not in a whole century."

Kahlil Gibran

Saturday, July 16, 2005

O próximo passo

Tá decidido, vou meter o meu corpo numa câmara de criogenia e peço para me acordarem apenas quando o mundo tiver a acabar para sentir como é que é viver a vida num só momento...sem hipóteses de sentir o instante seguinte.

Eu já sabia que mais cedo ou mais tarde o meu espaço 2-6 ia acabar e que tudo ia voltar ao mesmo...

Obrigado Carlos, por estares ontem comigo no carro...não estava com sono, nem ia adormecer, ter-te dentro do meu carro foi o único motivo para eu não me armar em Ayrton Senna e oferecer-me a um muro de betão qualquer...

E esta...hei?

Friday, July 15, 2005

Finding Number 6

Words of Hatred dwell in my heart
With no beat I scream them out
Afraid of myself rumblin' in the dark
With no love, no life, there's no doubt

If I die tonight...
I won't be afraid of the light...

Tuesday, July 12, 2005

...Antes fosse o dia depois de amanhã...

Um dia hei de sair de casa e sentir que entrei para o mundo...um dia hei de respirar fundo e sentir que estou em casa...um dia hei andar descalço e sentir o coração quente...
Todos os dias sinto que talvez que seja esse dia, mas todos os dias sinto a desilusão e a esperança de aguardar pelo dia seguinte. Neste momento respiro fundo de desespero, apenas sabendo que felizmente o dia está quase a chegar ao fim...será amanhã?


Aguardo...mas já sei exactamente o que vou sentir...

Sunday, July 10, 2005

...Revelações...

Sem qualquer expectativa do dia que inevitavelmente há de surgir sinto-me mais que perdido, talvez esquecido. Não falo daqueles que me rodeiam, da minha família, dos meus amigos, não...Esquecido por mim mesmo (se qualquer tipo de narcisismo), deixado à deriva por todas as coisas que em certos momentos da minha vida achei que eram imperativas. Agora neste lugar que considero o meu canto, aonde sei que são poucos aqueles que lêem este blog, e que quem o lê conhece-me melhor que a minha própria progenitora (no meu caso, a palavra mãe não é adequada), quero revelar alguns constragimentos que sinto à bastante tempo.

Primeiro, se provavelmente fosse uma pessoa com a coragem suficiente, agora não passada de uma memória no coração daqueles que sabem que sou mais que uma existência...Sim, quase todos os dias penso em morrer, e existem dias que quando dou por mim tou a fazer o balanço entre os prós e os contras de me suicidar...

Segundo, e como consequência do gravamento da primeira condição, à meses que ando em companhamento psicológico que apesar de ser uma das pessoas mais inteligentes que alguma vez conheci, não consegue fazer passar a totalidade da sua mensagem por uma simples razão. Desde do primeiro encontro que tive com o Prof. Edgar consigo descodificar todo o jogo que ele tenta desencadear no meu psicológico, de forma que todo o seu discurso se torna extremamente artificial na minha cabeça...

Terceiro, e pegando no fim da segunda "revelação", recentemente fiz um teste de QI, e fiquei desagradávelmente surpreendido com o resultado. Não vou dizer o valor numérico do teste, porque não quero dar a entender que sou mais que os outros. Apenas quero dizer que de tudo o que se passa dentro de mim, este teste apenas foi amargurar todo o meu espirito, não pelo que ele representa, mas sim pelo fardo que ele gera...

Estou numa fase complicada da minha vida, e cada vez sinto mais que se não consigo encontrar uma charneira para dar a volta á minha vida, poucos são os dias que me restam para escrever neste blog e no diário das vossas vidas...

Wednesday, June 29, 2005

Aberto das 2 ás 6...

Eu compreendo porque é que espero todos os dias pelas horas de lá estar...É dos poucos lugares aonde posso existir, sem alguma vez ter sido. É como se me pudesse reinventar, ou pelo menos ser sincero sem ter que pensar nas merdas que já fiz, nas mentiras que já contei ou nas pessoas que noutros tempos magoei.

Eu sei, eu sei que o fim está próximo, isso porque o lugar está a penetrar na minha esfera, isso porque mais cedo ou mais tarde vou errar naquela "sliding door" e sem qualquer tipo de hesitação temporal a minha vida retomará o seu percurso.

O mal não está no lugar, mas em tudo em que a minha vida toca, o mal está em mim e propaga-se incontrolavelmente por todos aqueles que pensam que eu existo. Não me considero um parasita, mas não entendo o que sou, não consigo já corresponder a nada...nem mesmo à morte. De tudo em mim, só quero que o tempo deixe de pertencer ao passado...

Wednesday, June 08, 2005

A Discussão que não pode ter fundamentos...

Bem, quando mais velho fico (não sendo um sinal de mais inteligência), menos consigo encontrar referência para sustentar os nossos gostos, vontades e liberdades. Cada vez mais sinto que nada é eu enquanto um resultado puro de uma resposta a emocional a uma situação da realidade. Eu sei que gosto de certas cores porque assim aprendi, assim se tornaram hábito ou porque assim, num certo instante da minha vida, fez com que eu optasse por preferir certos elementos em detrimento de outros.
Daí que angustiado começo a entender que nada em nós é porque somos livres...a única liberdade que possuímos, se possuímos, é da sentir a dor fisica....

Saturday, June 04, 2005

Se a vida fosse apenas tridimensional...

Temos razões para pensar que vivemos, mas vivemos ser encontrarmos uma única razão para a vida. Falamos de amor, felicidade, honestidade, mas nada nos faz sentir agarrados ao mundo. Vivemos sim, nas nossas realidades, cidades, vilas, aldeias ou casas de campo (ou á beira mar), sem qualquer percepção do que nos faz respirar ou sentir.

Ok não posso falar em nós, porque não conheço um "nós", portanto corrijo, troco os pluriais pela primeira pessoa...

Apesar de diáriamente me sentir isolado e sozinho, vivo uma vida plena de amizades, amores e alegrias. Não morro á fome, não levo porrada, nem se quer tenho que acordar antes do nascer do sol para ir trabalhar (quando tenho que trabalhar). Mas as minhas angústias não residem na minha vida, mas sim no mundo que é exterior. Sofro porque não consigo entender como os outros se fazem felizes, ou como uma mãe se agarra ao filho sem perceber o tão egoísta que é...

Não tenho conhecimentos teóricos para falar o que falo...eu sei, sou um triste. Mas mesmo sem sentir pena de mim mesmo vivo na esperança que um dia, mas apenas um dia, irei chorar porque me sinto feliz... e aí, os portões da morte ir-se-ão abrir sem quaisquer tipo de receios para a minha pessoa.

Tuesday, April 05, 2005

As dimensões da minha inexistência

Oscilando entre as palavras de Eckhart Tolle e Blaise Pascal procuro preencher a minha alma com razões para existir. Sem racionalismos deixo-me à mercê do agora e busco o Ser dentro de mim, no agora e apenas no momento...claro está, é uma saga frustrante, e no meu interior encontro um vazio. Aqui racionalizo o meu espírito e desenvolvo-me a partir de um passado sem preconceitos, só para descobrir que tudo o que alcanço já existe e é me exterior.

Continuo a morar num vácuo, preso num presente que não me pertence, angustiado com o sangue que me corre nas artérias...