Friday, June 10, 2011

Ray LaMontagne

A voz deste gajo faz-me querer estar apaixonado e a sua alma faz-me querer estar mas é quieto...

"Let it Be"

There comes a time
A time in everyone's life
When nothing seems to go their way
When nothing seems to turn out right
There may come a time
You just can't seem to find your place
For every door you open
Seems like you get two slammed in your face

That's when you need someone
Someone that you can call
When all your faith is gone
It feels like you can't go on
Let it be me
Let it be me
If it's a friend you need
Let it be me
Let it be me

Feels like you always coming up last
Pockets full of nothing
Ain't got no cash
Don't matter where you turn
You ain't got no place to stand
You reach out for something and they slap your hand

I remember all too well
Just how it feels to be all alone
You feel like you'd give anything
For just a little place you can call your own

That's when you need someone
Someone that you can call
When all your faith is gone
It feels like you can't go on

Tuesday, May 03, 2011

Por não saber para onde quero ir, desligo o meu corpo da tua pele. Num instante enquanto a temperatura equilibra o meu espaço, o frio, que respira lá fora, tece dois corpos numa textura de membros.
Enquanto olho para ti uma ultima vez, esqueço-me do porquê do momento anterior, pois algures, num lugar que não encontro, transpiram uns lábios cujo o sabor corresponde não a um tempo,
Mas a um... Que num desejo poderia ser eu.




@late night

Monday, May 02, 2011

Agora até actor... Ou chofer

Tenho saudades de ter um tempinho para escrever o quer que seja sem pensar no que tenho para fazer, enfim.

E para aqueles que vivem em angola, nos proximos meses vão ter a infelicidade de levar com a minha fronha num anuncio de tv...

Alguém me disse à cerca de um ano que a minha cara era foto não sei o quê. Mas vale bem mais lembrar-me de quem o disse, que da palavra em si.

A ver se volto cá brevemente para os meus esporádicos devaneios.



@iPhone

Thursday, January 27, 2011

Check in

Tulipas,ainda me lembro quando comprei umas tulipas em Amsterdão para oferecer em Barcelona. Eu traria umas tulipas na mão e tu uma boina vermelha, iríamos jantar fora, algures na cidade velha, escolher um bar escondido para conversarmos sem ligar ao passar do tempo. Sentir o que as vozes não podiam falar, enquanto os nossos corpos negociavam como se iriam encontrar...

Foste o final perfeito de uma viagem solitária.

Wednesday, January 26, 2011

Quando o dia são dias

Estou hoje igual a este dia, endurecido pela luz de um sol que já não me tenta esquecer. Frio e imóvel, enquanto todos os lugares são recordações, e o tempo um ser estranho, que me olha através de um relógio. Escravo de uma rotina quântica, refém de um presente feito de infinitos passados, momentos em que tudo foi possível, onde nunca nada recebe um fim. Amanhã ainda vou estar aqui, à espera, porque sempre, tudo muda, sempre que tudo muda...

Thursday, January 20, 2011

Guidelines para 2011

Lição da semana:

Custa menos ouvir alguém dizer que não nos quer ouvir, que ler que tu não me queres ler.

Lição do dia:

Devo ser filho de Deus, porque consigo "criar" o amor, mesmo que seja apenas com o corpo e sempre antecedido com um orgasmo...


Saturday, October 09, 2010

71 720 000

Há 2 anos, tive os 2 minutos mais longos da minha vida, quando chegaste ao mundo sem respirar, quase morri contigo... Depois de 1 195 200 minutos a crescer ao teu lado, a respirar a tua vida, espero que o nosso tempo seja infinito, e o teu sorriso eterno.

Obrigado meu amor.

Monday, October 04, 2010

O que dá beber dois cafés de seguida...


E assim chegou o Outuno

Do interior de um olhar vazio surgiu a resposta.

Resposta à pergunta que ele sempre temeu fazer...

Sem voz, sem pensamento, sem possibilidades pensa ele.

Absorve a agonia de não ser mais que um retrato desgastado, um espectro das lágrimas que deu a chorar.

Do interior de um suspiro vazio aguarda, agora sem saber o porquê.

Tuesday, September 28, 2010

Cause with no effect...

Enquanto esperava o teu eco,
o silêncio deu lugar à minha dor,
Vibrando surdamente um tempo vazio,
Distante de um sonho sem sentido.

Desci novamente ao meu ser,
Alma despida e de criança,
Prefiro sentir e sofrer,
Que fugir e sonhar.

Cego dou costas ao futuro,
Ainda sem lágrimas,
Sempre com dúvidas,
Presente, sem abraçar o passado.

Thursday, September 09, 2010

CV

Em ti posso sonhar,
soltar o meu coração e sofrer
Em ti posso esperar,
largar a minha vida e morrer.
Em ti posso amar,
perder tudo e renascer.

Em todas as formas és bela,
apenas a tua força te faz respirar.
Só num lugar te deixas ver,
apenas tu me fazes vibrar,
Quando expões o teu olhar,
apenas tu me dás sentido.

Thursday, September 02, 2010

No "whatif´s" in my dictionary...

Uma confissão, hoje podia muito bem ter morrido.

O dia a chegar ao fim e eu estava a surfar no lugar do costume, na cova do vapor. Altas ondas, com tamanho, metro e meio, vento offshore, resumindo, uns "granda cacetes", como ouvi alguém gritar dentro de água. Atiro-me a uma onda do set, determinado a desfazer a onda toda, faço o bottom e encaixo no tubo dizendo "olá" às suas belas entranhas. A seguir mando-me à crista da onda, e na minha tentativa de backflip aterro em seco na base da onda com alta violência. Naturalmente perdi o controlo da prancha, sendo sugado pela massa de água como quem foi enfiado na máquina de lavar loiça com a centrifugação no máximo. Nisto, e ainda não percebi como que é possível, o shop da prancha entrelaça-se ao mesmo tempo na minha perna direita e no braço esquerdo, fazendo lembrar as pobres vitimas que eram lançadas ao mar pelos piratas.
Agora o inexplicável, em vez de entrar em pânico, num instante fiquei inundando de uma serenidade total, como quem descansa nos braços da sua pessoa amada. Não sei bem quanto tempo estive de baixo de água, mas sem pressas, e apreciando o momento - que ironia não?- , lentamente soltei a perna e de seguida abri o shop do braço para que a prancha deixasse de me arrastar para aonde quer que fosse a vontade do mar.

Não vou divagar sobre os "porquês" do que me aconteceu, nem ficar amedrontado, foi o que foi, deu no que deu, e saí ileso. Ás vezes o amor tem destas coisas, moí mas nunca mata...

Mas que grande surfada que foi...

Horizontes

A minha vida mudou, quem sou, estou agora a descobrir, tenho um novo tempo, uma nova alma.
Não procuro alimentar a minha sede, a minha sede é que me alimenta a mim.
De todas as formas, mas nunca imaginei viver assim, quando em nenhum tempo me senti tão sereno, acho que finalmente sei para onde vou..

Thursday, August 19, 2010

Reply to:

Ainda bem que chegaste bem e que Africa te recebeu de braços abertos, alias, tenho a certeza que a situação do teu quarto de hotel foi uma forma subtil de Ela te dizer que ainda não te podias refugiar no teu novo cantinho, pois as gentes desse país estavam ansiosas em mostrar-te a sua hospitalidade.

Por aqui continua tudo na mesma, o calor sente-se logo pela manhã, as pessoas queixam-se, as florestas ardem, e os políticos...esses continuam a gozar as suas férias, imperturbáveis. Esta semana o pais voltou á febre do futebol, o que para mim é excelente, assim quando o benfica, o porto ou o sporting jogam surgem aqueles momentos perfeitos para ir ou à praia, ou passear nas ruas, eu e a minha solitude, juntos, gozando o verão sem qualquer confusão!

Sei que tudo o que escrevo nada se pode comparar ao que deves estar a viver nesse "outro lado do planeta", mas espero que as minhas palavras te tragam por instantes mais perto desta nossa varanda para o atlântico.

Boa viagem e espero ver-te no Outono.
Luis

Friday, August 13, 2010

Boa viagem

Atravessas o mundo à procura do teu lugar,
Lugar que lentamente te envolve o coração,
Coração que procura uma nova batida,
Batida que ainda sente o calor de alguém.

Agora o Tempo que nasce no oceano,
Entregue à Terra num pano de estrelas,
Desenha um novo horizonte só para ti,
Que contigo caminha sem ter fim.

Partes sem ter que fugir,
Sorris sem ter que pensar,
O mundo oferece-te aquele lugar,
Lugar que nunca deixou de ser teu.

Thursday, August 12, 2010

Apenas uma direcção.

Viram-se as páginas, trocam-se as caras,
Olha-se o mar, mudam-se as marés,
Nascem corações, morrem emoções,
Expressões curtas, movimentos incertos.

A regra é nunca olhar para trás,
O jogo ganha-se sempre amanhã,
Perde-se quando nos lembramos de nós,
Dura o tempo que aguentarmos.

Vale tudo menos pensar duas vezes,
A moral é de quem sabe sangrar
A vantagem que esconde as lágrimas
O medo daqueles que sabem...

Tuesday, August 10, 2010

Neste mar negro, sem ecos, e sem reflexos, consigo expor toda a descontinuidade que transpira por mim. É fácil, ser-se quando ninguém nos consegue encontrar, é como entregar uma carta numa casa que sabemos estar vazia.
Não sofro por isso, faz parte da minha condição de ser peculiar, até à data todas a pessoas que escutaram durante demasiado tempo à minha forma de pensar, ou assustaram-se, ou fugiram, ou simplesmente passaram a ignorar-me. Mas como disse, não me sinto incomodado. Eu compreendo que é extremamente dificil seguir os meus raciocínios, sem um fio condutor, preocupados não com uma lógica, ou objectivo. Antes, tenho a tendência que subverter a linearidade da discussão, fugir de simplificações, subtracções. Gosto de desafiar o preconceito, desmembrar o conceito, anular a semântica.

O que de facto me angustia, é o estado de resignação da maioria das pessoas. Deslocam-se do ponto A para o ponto B, a meio do caminho, fazem uma pausa para ter um filho, beber um copo, e ver a mãe morrer. E apesar de toda a sua apatia, acreditam com uma fé cega, que as suas preocupações pelo mundo são genuínas, dormindo bem com as suas consciências.

Eu não tenho ilusões, não dormo bem com a minha consciência, alias a maior parte dos dias mal consigo dormir. De novo, não é isto que me faz perder o meu sorriso, alguma energia sim. Assumo a minha falta de força de vontade para conseguir alterar o mundo à minha visão de "tudo melhor". De facto, gostava de conseguir "estar" apenas no pedaço de terra em que sei puder cultivar alguma coisa. Mas o Ego é um parasita com um apetite voraz. Se consegue engolir 2, no dia seguinte quererá mastigar 8.

E assim, vou andando aos círculos algures entre o A e B, vendo os outros passar por mim, sabendo que, mais cedo ou mais tarde, um dia estarei a caminhar sozinho.

Monday, August 09, 2010

Breves #2

"Apetites Estranhos" é o nome do restaurante no qual combinou encontrar-se com o seu ex. Uma ironia consciente, escolhido a dedo pela sua amarga semântica. Na verdade, ele nunca lá tinha estado, neste lugar e naquele restaurante. Lugar estranho, no qual o seu coração não consegue pulsar, em vez disso, é o seu externo que com o respirar o aperta e solta, como quem vive porque não consegue morrer, para quem os dias são umas extensão de uma dor que nos apatiza .
O restaurante, vulgar, sem expressão, uma mistura entre café, tasca e sala de chá. Estranho sim, como se não se quisesse assumir como coisa alguma, reforçando a ideia este era o espaço certo, para uma conversa que nunca deixou ter.
Junto a uma janela que dava para o logradouro do edifício, numa mesa pequena, com área suficiente para se sentarem duas pessoas frente a frente, encontra-se Luis. "Luis", murmura ele, reflectindo sobre o facto de sempre o ter tratado desta forma, sem o "O", uma sintaxe que revela o seu medo em assumir o que sente, distanciando a pessoa de si, reforçado a sua condição de terceira pessoa. "Quem será a segunda pessoa?"
Hesita ao dirigir-se para a mesa, mas Luis encontra-o no seu olhar, aquele mesmo olhar profundo que o penetrou, no dia em que se conheceram. No entanto, notou que algo estava diferente, pois a direcção dos olhos de Luis abruptamente tornou-se indefinida, fintado ao mesmo tempo o infinito e a chávena de café que se encontrava à sua frente. "Tempo infinito", pensou e esboçou um tímido sorriso, "Bom nome para um café...".

Sunday, August 08, 2010

The Ballroom

Quem diz que a Terra tem uma rotação normal está mentir. Os dias não têm todos 24 horas, as horas não são todas iguais. O universo move-se ao som de uma valsa ditada pelos compassos que a vida impõe. Mudanças de direcção que transformam um dia de sol, numa noite fria ventosa. Uma semana amarga e interminável, num fim de semana que corre a uma velocidade alucinante.
Tudo isto é controlado pelas batidas cardíacas, a outra grande dissimulação da medicina contemporânea. Ao contrário do que os médicos nos querem convencer, o coração não é uma máquina extremamente afinada. Antes, é uma esfera amorfa que, pulsa, desliga-se, acelera, rebenta, endurece e o morre inúmeras vezes durante a vida de um individuo. É um gerador sensível que dita as leis do universo, a velocidade da valsa da vida, a temperatura do planeta, e a capacidade viver de cada ser.

Quem dança comigo?

Thursday, July 22, 2010

"Why don´t you ask me about my lips..."



Arranjem estomago para ver este filme...Sim, é gory, cínico, cheio de explosões... Mas está muito bem filmado, tem uma banda sonora brutal, e um final que nos diz, "go fuck yourself".

Já para não falar de cena entre o Jude Law e a Alice Braga ao som de Moloko...